terça-feira, 16 de novembro de 2010

Entre vilões, moinhos, dragões e poucas fadas

Estrela singular

Da luz do amor nascida.
Antieclipse lunar da minha vida.
Tente ser feliz enquanto a tristeza estiver distraída.

Conte comigo a cada segundo dessa vida.


"Sinto falta dele como se me faltasse um dente da frente: excrucitante"

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cifose

O que fazer quando se tem uma saudade constante, daquele tipo que não aceita ir embora, não quer acordos e nem ao menos se manifesta publicamente?
Se eu sinto falta dela? Sinto. Apesar da raiva, apesar dos vários apesares e principalmente das referências ao feminino de boi.
E a ausência dele? Seria uma vã tentativa a descrição desta. Ele que provavelmente habita um outro espaço, sem endereço ou telefone pra contato. Sem volta.
E aquele que ja faz um tempo se foi e ainda não voltou. Sinto mais falta do que esperava.
Refiro-me agora à saudade mais presente, mesmo estando ausente, dividindo silencio nas longas conversas.
E quanto a eles? Base do único amor considerado inerente ao homem. E quando essa estrutura se rompe, ou melhor, desaparece?
Era chão. Hoje é caos.
Alguém me responde o que fazer com tudo isso, por favor?
Essa saudade toda pesa e estou desenvolvendo cifose.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Personagens

Querida, você vai fugir?
Claro que não, vou apenas dar um passeio
Mas você volta, não volta?
Talvez um dia, Amor
Não me abandonaria, certo? Eu amo você
Bem... acho melhor ir agora
Mas... eu disse que amo você
Eu entendi
Paixão, você não entendeu. Eu disse que preciso de você ao meu lado... pelo resto da minha vida
Querido, acredite em mim quando digo-lhe que o resto da sua vida será muito tempo
Não com você
Preste atenção amado, vai ficar melhor sem mim
Não vou. Eu te imploro, faço tudo mas não se vá assim...
Amor, você não existe. Deve ser bom demais pra ser verdade

Paixão abriu a porta e foi caminhando lentamente, deixando para tras um Amor parado que se questionava naquela fração de segundo sobre sua existência.



sábado, 11 de setembro de 2010

Diagnóstico

O amor me comove. Chega a ser surpreendentemente patético o estado das pessoas ao serem pegas por ele.
Cegueira, ciúme doentio. Playlist de Oasis. Idiotice.
Diagnóstico: Amor.
Discografia antiga no som do carro automaticamente te transportando para lembranças muito tempo perdidas no baú de sua mente.
O amor seria segurança? Ou insegurança? Sei la... Osiclações demais tem esse tal de amor.
E o ciúme? Esse ai é sufocante, viciante e todos os antes do dicionário do sentimentalismo negativo.
"E carregava seu sentimento perto, muito perto. Seu ciúme era seu."
Lembro de você pronunciando essas mesmas palavras naquele fim de tarde.
Era Fevereiro.
Se vale a pena? Vale, ou melhor, tem de valer. Por que outro motivo as pessoas mergulhariam fundo correndo o risco de baterem a cabeça em uma pedra e assim redescobrirem uma racionalidade antes perdida? Outra perspectiva.
Seria mesmo uma doença?
Não é uma cadeira da faculdade de medicina. Não se aprende na escola. Em casa? Dizem que preenche os comodos e eu nunca esbarrei com ele por la.
Onde se aprende? Onde está? E que porra é essa que tem tamanho efeito sobre os outros?
Enfim, o que poderia eu saber disso... 16 anos não me deram tantas teorias a respeito.
Perguntei à minha avo de 75 e ela também não sabe a resposta.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Erupção

Vulcão interno
Rochas e Retinas
Lavas e Lágrimas
Quase fogos de Artificio
Grande orifício pessoal
Material expelido
Pensamento reprimido
Gosto amargo
Vomitando realidade
Liquido
Solidifica-se
Solidifica-me
Placas tectônicas
Temporariamente estáticas
Abalo císmico dentro de segundos




sábado, 21 de agosto de 2010

Dor Regressiva

A ampulheta zerou. faz um ano, quem diria? Foi tudo uma questão de costume, me acostumei a tua ausência. Hoje, sou grata por ter sido parte da minoria que te conheceu ao certo. Minto ao afirmar que não penso mais, que sou completa; não passou. Certas coisas não passam, são deslocadas do foco do meu pensamento. Entretanto, meu subconsciente continua aqui, intacto. Lembrando-me como trazia uma calmaria infernal estar perto de vo. Sorrio ao lembrar. Lembro chorando. Acho que a isso da-se o nome de saudade. E acostumada digo, saudade rotineira doí.

Inverno

amor
calor
Humor
gelo.
amizade
reciprocidade
Maldade
gelo.
confiança
esperança
Cobrança
gelo.
verdade
verão
Inverno...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Desfibrilador

Opostos
Idealizados negativamente
Funcionando positivamente
Cargas positivas
Cargas negativas
Você
Me sobre carregou
Eletricamente frustrada
Quase que em estado terminal
Desfibrilador
Pulsação. Oxigênio.
Elétrons saltam de camadas
E eu aqui
Quase que acorrentada a uma
Única retina
Correntes pesam
Rotina
E eu aqui

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Cansei

E quando você cansa? Somente cansa de tudo isso. Não quer mais e pronto acabou. Eu nunca fui de acreditar que as pessoas mudam, creio eu que a essência continua a mesma independente do quanto elas se esforçem para mascarar essa realidade. Você pode se esconder de tudo e todos, mas tem uma pessoa que sempre vai estar la pra te apontar todos os seus erros no final do dia: o seu reflexo no espelho. E se eu cansar, ou melhor, e se eu cansei? Quando pode se saber se ainda há chance? Chance de fazer melhor, chance de se permitir, chance de se encontrar e, assim, encontrando o outro. Não sooa como eu esse texto, mas ok.
“No vácuo de mim eu me despenco. Porque seria preciso também abdicar de mim mesmo para novamente reconstruir-me. Minha extensão reduziu-se a este círculo acinzentado que é meu pensamento. Minha extensão é tão mínima que sufoco dentro dela. Preciso que tomem consciência do meu ser e preciso eu mesmo tomar consciência do que sou e do que significo nesta brecha de tempo.” (Caio Fernando Abreu)
Quase isso...

Arrepio

Sim. Não.
Talvez
Arrepio...
A duvida da divida não paga
Não cobrada
Erosão sobre a Pele
Poro
Corrói-me o Corpo
Corro
Frio na espinha
Borboletas que percorrem minhas entranhas
Calafrio e suor
Bocas e mãos
Pingos de desespero mastigam meus anseios
Mastigam-me
Engolem-me

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Talvez

E eu não entendo. Não te entendo, não me entendo. alguma coerência nisso? O mínimo que seja? Você me confunde. E frequentemente eu ainda me questiono se isso, de fato, seria coisa da minha cabeça? Mas não.
Queria eu muitas vezes que fosse, essa é uma questão oscilante pra mim...Você não entenderia.
E se te perguntassem a nossa situação hoje, você responderia sem hesitar. Mas e amanhã? E depois? Exato... Um dia, talvez. Não sei o que eu quero, não sei o que eu penso em relação a isso ou a você de uma maneira geral. O que me incomoda, já que tenho uma opinião pré-formada sobre quase tudo e todos.
Enfim... Vamos continuando, desse jeito fácil e prático. Quem sabe, quem jamais saberia?
Um dia, outra hora. Talvez.
"I think I miss what I thought we could be."

Querida "..."

Sentei para escrever um texto no mínimo ofensivo pra você e não saiu nada, nem uma palavra sequer. Então percebi que só escrevo pra quem me importa. Não escrever mais pra você, eis a ofensa.

Com carinho
J.

Palavras

E é na dor que eu escrevo
Somente no vazio do meu mundo que encontro as palavras
Mundo particular
Particularmente ímpar
Em meio ao caos lá estão elas
Encaram-me
Confortam-me
Tiram-me da solidão e me fazem companhia
E é la
Naquela fração de segundo
Que eu escrevo