A ampulheta
zerou.
Já faz um ano, quem diria? Foi tudo uma
questão de costume, me acostumei a tua
ausência. Hoje, sou grata por ter sido parte da minoria que te conheceu ao certo. Minto ao afirmar que
já não penso mais, que sou completa;
não passou. Certas coisas
não passam,
são deslocadas do foco do meu pensamento. Entretanto, meu
subconsciente continua aqui, intacto. Lembrando-me como trazia uma calmaria infernal estar perto de vo
cê. Sorrio ao lembrar. Lembro chorando. Acho que a isso da-se o nome de saudade. E acostumada digo, saudade rotineira
doí.