sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Erupção

Vulcão interno
Rochas e Retinas
Lavas e Lágrimas
Quase fogos de Artificio
Grande orifício pessoal
Material expelido
Pensamento reprimido
Gosto amargo
Vomitando realidade
Liquido
Solidifica-se
Solidifica-me
Placas tectônicas
Temporariamente estáticas
Abalo císmico dentro de segundos




sábado, 21 de agosto de 2010

Dor Regressiva

A ampulheta zerou. faz um ano, quem diria? Foi tudo uma questão de costume, me acostumei a tua ausência. Hoje, sou grata por ter sido parte da minoria que te conheceu ao certo. Minto ao afirmar que não penso mais, que sou completa; não passou. Certas coisas não passam, são deslocadas do foco do meu pensamento. Entretanto, meu subconsciente continua aqui, intacto. Lembrando-me como trazia uma calmaria infernal estar perto de vo. Sorrio ao lembrar. Lembro chorando. Acho que a isso da-se o nome de saudade. E acostumada digo, saudade rotineira doí.

Inverno

amor
calor
Humor
gelo.
amizade
reciprocidade
Maldade
gelo.
confiança
esperança
Cobrança
gelo.
verdade
verão
Inverno...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Desfibrilador

Opostos
Idealizados negativamente
Funcionando positivamente
Cargas positivas
Cargas negativas
Você
Me sobre carregou
Eletricamente frustrada
Quase que em estado terminal
Desfibrilador
Pulsação. Oxigênio.
Elétrons saltam de camadas
E eu aqui
Quase que acorrentada a uma
Única retina
Correntes pesam
Rotina
E eu aqui

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Cansei

E quando você cansa? Somente cansa de tudo isso. Não quer mais e pronto acabou. Eu nunca fui de acreditar que as pessoas mudam, creio eu que a essência continua a mesma independente do quanto elas se esforçem para mascarar essa realidade. Você pode se esconder de tudo e todos, mas tem uma pessoa que sempre vai estar la pra te apontar todos os seus erros no final do dia: o seu reflexo no espelho. E se eu cansar, ou melhor, e se eu cansei? Quando pode se saber se ainda há chance? Chance de fazer melhor, chance de se permitir, chance de se encontrar e, assim, encontrando o outro. Não sooa como eu esse texto, mas ok.
“No vácuo de mim eu me despenco. Porque seria preciso também abdicar de mim mesmo para novamente reconstruir-me. Minha extensão reduziu-se a este círculo acinzentado que é meu pensamento. Minha extensão é tão mínima que sufoco dentro dela. Preciso que tomem consciência do meu ser e preciso eu mesmo tomar consciência do que sou e do que significo nesta brecha de tempo.” (Caio Fernando Abreu)
Quase isso...

Arrepio

Sim. Não.
Talvez
Arrepio...
A duvida da divida não paga
Não cobrada
Erosão sobre a Pele
Poro
Corrói-me o Corpo
Corro
Frio na espinha
Borboletas que percorrem minhas entranhas
Calafrio e suor
Bocas e mãos
Pingos de desespero mastigam meus anseios
Mastigam-me
Engolem-me